| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Trogoniformes |
| Família: | Trogonidae |
| Lesson, 1828 | |
| Espécie: | T. curucui |
O surucuá-de-barriga-vermelha é uma ave Trogoniforme da família Trogonidae.
Também são conhecidas pelos nomes de dorminhoco, maria-teresa, barra-do-dia (Maranhão/Região dos Cocais), peito-de-moça, perua-choca e cancão-de-fogo (Bahia e Piauí).
Diana Pequeno gravou a música de Cândido de Jesus Silva, Canção de Fogo, que cita este pássaro:
Canção de Fogo
Quem carrega pedra
Tem juízo mole
Nao fico nesse quarto escuro,
Eu não sou coruja não
Mais que assum preto cego
Eu sou cancão de fogo
Mais que assum preto cego
Eu sou cancão de fogo
Que canta um canto estalado
Como lenha verde
Atiçando o fogo
Que clareia a barra
Da manhã
Que canta um canto estalado
Como lenha verde
Atiçando o fogo
Que clareia a barra
Da manhã
Seu nome científico significa: do (grego) trôgón, trogo = devorar, roer, para roer ou para ser roído a forma como a ave se alimenta; e do (tupi) surucuí, curucui = nome indígena para esta pequena ave. ⇒ Ave devoradora curucui.
Tais aves chegam a medir até 25 centímetros de comprimento e pesa entre 39 e 60 gramas.
Os machos possuem o alto da cabeça azul, pálpebras amarelas, dorso verde, cauda negra com faixas longitudinais brancas, enquanto as fêmeas têm o alto da cabeça e o pescoço cinzentos.
Possui três subespécies reconhecidas:
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
Pousa nos galhos horizontais e cipós transversais, sob a copa. Desses pontos de pouso observa o entorno, procurando lagartas nas folhas, cigarras, besouros e aranhas durante muito tempo (daí o nome dorminhoco). Complementam a alimentação com frutinhos pequenos, em especial da embaúba. Nos dois casos, apanham o alimento em vôo direto, ficando sob a presa ou fruto.
Fazem os ninhos nos cupinzeiros arborícolas, cavando um túnel e uma câmara interna. Como no caso das outras aves que usam essa estrutura, o cupinzeiro está ativo e os cupins simplesmente fecham as passagens danificadas pela ave, sem perturbá-la.
Vivem nos diversos ambientes florestados. Aparece, ocasionalmente, nos capões de cerrado. No entanto, é mais comum nas matas ciliares, bem como ao longo dos corixos maiores, nos cambarazais e cerradões.
Ocorre nos estados do Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Sergipe e Tocantins.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: